sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Uma tarde

A cidade estava cheia, cheia de pessoas vazias e eu, andava pelas grandes ruas, belíssimas ruas da cidade ja suja pela falta de consciência das mesmas pessoas vazias.
Eu andava pela cidade invisível, visivel apenas a mim,  pois precisava ir já não me sentia bem, ia embora não sei pra onde, olhava pra todos os lados, a procura de alguém e de algum lugar pra ir embora.
Andava pelas ruas cheias e barulhentas da cidade procurando um sol, e um canto manso com amor, um abraço, ou alguém mas, continuava invisível .
Vi pessoas lindas, vi sorrisos de lado, conversas, olhares, vi uma cidade triste mas ao mesmo tempo linda e ensolarada, e também com bastante sombra das arvores, vi muita gente, gente igual, vi gente diferente.
Mas chegou um hora que já não sabia porque olhava pros lados, não entendia porque eu estava indo embora, nem pra onde ia ... Eu não sabia, que eu não sabia aonde estava indo, achava que era mais umas das minhas aventuras sós, mais percebi que sempre procurava algo; mas o o que estava procurando?
Parei em um calçada larga, não era de praia já que minha cidade não estava a beira do mar, mas era como se fosse, porque era uma larga calçada de um parque lindo cheio de arvores, que feito o mar enchia a cidade de natureza e ao meu ver alegrias.
Na calçada havia uma poça de água que se acumulara devido a chuva de verão e agora eu me olhava, me deparava comigo mesma ...
bonita? estranha? feliz? triste?
Não sabia, não sabia de fato nem mesmo ao certo quem olhava, quem eu olhava... aquela hora olhando dentro do meu olho, consegui enxergar o que eu procurava, e o que faltava; um pouco mais de mim.


Com uma lembrete pessoal: Sobre sonhos e lentes !
Por: Gabriella Lemos

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Bom Dia

Acordei,
levantei,
Sorri pro sol,
Dei bom dia pra flor,
Olhei pro espelho e me vi clara,
olhei no fundo da minha alma que florecia junto com o sol da manha
Começei a me aprontar,
Tirei os baobas, um por um...
Limpei as praguinhas que nasciam,
Reguei a minha rosa, e a tratei com todo cuidado.
Me arrumei bem organizada e limpa por dentro
Respirei fundo...
senti meu coração bater,
E meu corpo se enxer de ar
e esvaziar de angustias noturnas
Eu começava um novo dia
Uma nova oportunidade
uma nova luta
Organizei meu planeta pra sair,
em busca de mim no planeta terra !

-Gabriella Lemos





quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sustentar o IN-sustentavel

A menina se perguntava, até quando ela ia aguentar tudo ?
Até quando ela ainda se manteria de pé forte como um homem que vai pra guerra e aguenta tudo...
Mas no caso daquela menina tão aparentemente forte, e acho que era mesmo pois já tinha suportado tanta dor. E aquela pergunta vinha, ate quando ela sustentaria aquele amor, até quando ele carregaria os dois?
Ela sabia que amor se vive a dois, mais ela amava tanto que achava que poderia sustentar até o mundo, com aquele amor e então o querido mundo dela por varias vezes desmanchava  frente a seus olhos, todas as vezes que aquela parte dele aparecia pra ela, quando ele virava aquele ogro...
A menina chorava, mas não sabia dizer se aquele era seu amor. Tantas vezes ele se transformava em um mostro, mas ela ainda guardava esperanças dele se amansar e tudo se tornar igual no passado, Passado? alias agora confundiu tudo acho que não era mesmo passado eram os sonhos da menina, sonhos que um dia tudo poderia dar certo e se encaixar.
Parecia que as coisas mudavam, as vezes ela ate fingia se apaixonar por outro, mas ele ainda estava la no fundo, no canto da sala, sentado na cama ou no quarto ou seu irmão jogando vídeo game, as vezes ele estava na escola no shopping no cinema, a menina olhava pros lados e só conseguia ver o silencio da falta e a dor da saudade, e ainda sim ela fingia pra ela mesma outros encantos, que tinha até começado acreditar.
Mas de vez em quando quando eu venho falar com a menina e ela me escuta, mas só de vez e quando ela esta muito triste e consegue acordar e pisar em chão  terra de verdade não a dos sonhos ela, eu sei e sempre falo pra ela que já não da mais pra sustentar o insustentável ela sempre me escuta quando esta assim, mas e só eu virar as costas e ele jogar meio sorrisinho e duas palavras boas que tudo volta a ilusão.
E que de agora pra frente, venho lembra-te menina que enfrentar a realidade cruel da falta, e de um amor vivido só que não é um amor de verdade. Enfrente o que você terá que enfrentar sozinha com sua força imensa.
Menina querida, tudo passa as coisa acontecem no tempo certo, mas  permita elas acontecerem, e se a carga estiver maior do que sua força, é porque ela não não é pra você.
Deixa essa arvore morrer, que de arvores menina sei que até na ilusão você entende, deixa um pé de caju, divertido e livre nascer no lugar e a vida ficara mais leve.
Beijos Menina, ate quando necessária minha visita !

sociedad(eu)

Oi sociedade, 
vim ver-te
Alias...
Vim ser-te um pedaço
Um pedaço diferente
Igual a todos os outros
e criado por seus laços

Ilusórias escolhas


sigo as minhas ilusórias escolhas,
sobre a ilusão de que estou escolhendo
algo necessário pra o que acho que eu sou.

mais na verdade, não sei quem eu sou.

me disseram que talvez  deveria escolher adultamente a razão
Mas, impossível pra minha infanto-cabeça
escolher o desconhecido
escolho coisas e nem sei, porque 
Escolho sentimentos,
que não sei o que fazer 
mas;
como saberia escolher-me?
desconheço

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vitrine

Oi eu sou legal, e tenho muitos amigos;
Oi sou legal, tenho muitos amigos e fui em tal lugar;
Oi eu sou legal, tenho muitos amigos, fui em tal lugar e comprei essa roupa;
Oi eu sou legal, tenho muitos amigos, fui em tal lugar, comprei essa roupa e tenho tal coisa;
-Oi eu sou EU.
E a vitrine se esvazia...
Vitrine cheia, e a cheia de personagens futeis, coisas e frases falsas.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ameaça Invisivel

Eu escondo de mim,
Toda preocupação,
atras de um sorriso.
Todo porque,
atras de uma mascara.
Toda intenção,
atras de um personagem ...
Que me robotiza
E me faz gritar
La de dentro
Bem do fundo
Com uma dor,
A dor do burraco fundo
do buraco de desespero e da angustia,

Que eu me enfiei
Sem saber o que,
nem muito mesmo o porque
O porque eu me perdi.
Mas a dor vem me lembrar
Em forma de ardor,
Que eu tenho que me achar.

BORBOLETAS

As belas borboletas
com suas asas multicores
e seu voo muitas vezes pra dentro de mim ...
Trazendo aquele enconto,
Ahhh borboletas no estomago
Tenho um confisao:

Eu nao gosto de borboletas,
talvez ate por essa sensação medonha que muitas vezes ela me gera de encanto
Mas por outro lado,
por ter simplismente pavor de insetos
Sinceramente,
nunca gostei mesmo de borboletas
XOOOO, brabuletas...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sei Que

Sei que.
A vida já fez sofrer demais 
Sim,  já me fez sofrer demais 
Mas do sofrer tiremos apenas
boas lições, 
E do passado,
andemos em frente e deixemos 
ele sim virar passado.
E o presente ?
Me da sua mão, me empresta sua coragem,  
e eu divido a minha,
Então ficaremos mais fortes,
e...
E o futuro? 
E a vida?
Ahhh ela vai ficar mais leve,
mais fácil,
talvez menos sofrida,
e menos má!
Então depois deixa que ela mesma, 
essa vida tão sabida,
encaminhe nossos caminhos...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

sobre olhares

pessoas se olham,
se entreolham,
se reolham, 
mas ...

alias pessoas só enxergam o proprio reflexo, 
uma nos olhos das outras.

Eu, eu, eu, eu, eu ! 
Voce, oi?
Não tinha te visto !

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pêndulo

Eu sou um pêndulo ...
Um pêndulo que nunca conheceu o centro
Nunca vi pêndulo nunca estar no meio.

Meu pêndulo e defeituoso e só sabe estar de um dos lados de cada vez
Nasci com esse defeito
Quem já um um pêndulo não ter meio?!

Não sou meio, 
não sei ser metade ... 
Só sei ser inteiro, 
ou não ser!

Só te peço uma coisa pêndulo
Não briga comigo por não saber controlar meus lados
Ou ser um ou o outro, cada vez um eu
E cada lado com total certeza que e o certo dessa vez
E tudo ou nada
Vermelho ou azul
Pra mim não ser ver lilás
Não sei ser lilás
Peço-te mais uma coisa pêndulo meu tenta ficar no meio?!
E eu então saberei ser um pouco de mim !

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Decifrando-me

MANUAL:




primeira

Eu tive medo
Tive medo do caminho
Do escuro
Da bagagem, 
do peso da bagagem;
Tive medo da chegada.
Mas sabe o que eu mas tive medo?!
Da entrega ... de me deixar ser sua e só!
Tive medo da primeira conversa, tive medo no primeiro beijo...
Eu caminhava em direção ao meu medo, 
olhando-o
Eu parava, olhava 
a luz 
o caminho
meu medo estava la
ao fundo, e eu ainda caminhava,
em direção ao medo.
E aí eu me pergunto porque eu não fugia ?!
Porque eu amava.
Amava tanto, que até aquele medo era amor ...
E assim eu amei todo aquele medo,
medo da chegada ...
E como a nossa historia teria um fim, eu olhava a sua partida, com o mesmo medo mas amava-a, o mesmo tanto que te amava. Sua partida aconteceu e eu amei-a ...  
E o medo foi com você agora sobrou pra mim o amor e a coragem de seguir meu novo caminho.

Erro ?

Os porques dos quês,
não me entendem...

Era como se eu fosse a vitima, 
na minha estória certa 
dentro do meu erro. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

desejo

Se pensas que eu quero mais que um amor livre
um amor jogado e leve, 
não se engane ...

Quero e amar e simplesmente isso 
Não quero mais ou muito mais que beijos 
Não desejo mais que alegria no meu dia
quero ter liberdade,
Quero só a leveza desse amor que ainda estou por descobrir

Chora Menina

Chora menina
Chorar não é pecado, 
não é errado.

Chorar é lavar a alma,
faz voltar com a calma
E sorrir por dentro,
com a certeza de que não tem nada mais engasgado.
Chora menina,
põe pra fora a beleza da dor que se sente
Mas não mente ...
Ao sorrir sem ser preciso
Chora menina.

Abraç-Amar

Queria uma abraço agora, 
que fosse um mar,
 um colo que me tomasse e viesse aquietar toda pressa, 
quebrasse uma ondinha delicada 
 e que de repente virase uma carinhoso cafuné.

Um sorriso pra ser o sol que aquece meu coração
Um olhar que de tao sincero
 alegra todas as coisas. 
Um coração batendo rápido,
que esquentasse o meu abraç-amar.

Então eu entregaria pro mundo,
neste abraço...
 todo meu amor,
toda minha leveza,
 todo meu mar,

Que me traria todo colo
Que me traria todo o calor
Que me traria paz 
E que principalmente me traria...

domingo, 18 de novembro de 2012

Jogo


Nunca soube jogar 
Nunca me dei bem nesse esporte de amar,
Me ensinaram que amor é  dor ...
Pra mim amor é cor
A cor que colore a vida 
E eu sou cor 
A cor de quem ama
Como eu então brincaria com a cor?! 
Com o amor?! 

Amor se ama
Se chama
Se pede 
Se chora
Procura 
Liga
Grita
Não sei fingir de cor,
Nao sei jogar amor,
 prefiro ser eu 
E amar a cor do amor


Quero

Sei que sou
Mas não queria ser isso tudo
Queria ser mas simples
Queria descomplicar a confusão louca em mim.
Queria olhar no fundo e enxergar
 a alma dessas pessoas desse mundo que nunca se olharam.

Queria ser solta
Queria me soltar
Queria gritar alto sem medo 
Medo do susto

Queria dançar sem me julgar
Sem o olhar do seu olhar 
Queria olhar o seu olhar sem você me olhar.

Queria simplesmente entender a minha confusão, 
e então talvez você, entenda o meu talvez
E voce olhe sem me julgar

Vem acompanhar, o meu novo querer de ser dançar, e te amar...

Multi-(in)utilidades


Simplesmente sei...
Saber que sei ser;
Sei ser paz pra toda calma
Sei ser luz pra quando escuro
Sei ser mertiolate pro corte fundo
Sei ser música pro silencio
Sei ser amiga pra tristeza
Ser ser amor pra falta
Abraço pra saudade
Saudades pra distancia
Sei ser gelado pro quente e
Quente pro gelado
Mas também sei ser dor
Seu ser nervo
Ser ser brava
Sei ser a parte chata, sei ser mau-humor pra tpm
Sei tmb ser cor
Sei ser flor
E sei ser sol pra alegria
Ahhhh Mas as vezes eu também sei ser EU
 simplesmente, essa confusão, essa mutação, essa coloração, esse amor, essa paixão , essa Gabriella ...
Que veio pra esse mundo e no caso atinava em tudo...


CONTROLE

 Seguro minhas próprias cordas, e a minha gaiola só eu tenho a chave.
 Chave esta que nunca vi, mas que estou por encontar ... a leveza de me libertar


  Por: Gabriella Lemos 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

amador

Desde criança eu era teimosa,tenho minha teoria que eu ja sai da barriga da mamãe teimando com o medico. Então desde bem nova tive que aprender que eu aprendia do pior ou melhor jeito... teimando, e sentindo dor no final. Quantas vezes por teimar com meus pais, eu errava e me machucava, caia, cortava... A dor  ! Quando minha mae dizia - "Nao encosta ali menina ..." La ia eu mais uma vez na incrível aventura de teimar, encostava e ai... BUMMM, a dor. Eu chorava, chorava, chorava, mas a dor me lembrava de nao enconstar novamente.
Confesso tiveram coisas que precisei de apenas uma 'dose' de dor pra aprender, ja outras... Ahhh outras, precisei de algumaS.
Sabe, não acho isso ruim... Eu aprendi com isso tudo, com tantas dores que na dor que se aprende. Que toda vez que doia, eu aprendia alguma coisa ! 
E que se estiver doendo, mas doendo muiiiito ama-a-dor.


Por: Gabriella Lemos

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DorVencia

Quando palavras vem como o vento e cortam o coração, entao a dor vem,
Junto com gelado que encolhe e aperta o peito ... e o cor(ação) fica pequenininho.

-por: gabriella lemos, em torno de uma mera explicação particular.

Falta-te

Queria ser eu o tempo todo,
mas as vezes, falta você...
Você vem me ensina a ser livre, 

me ensina amar,
me ensina a viver;
Mas não termina o dizer 
E vai-se com todo meu ser 
e meu querer
de ser quem eu sou.


Por: Gabriella Lemos