A cidade estava cheia, cheia de pessoas vazias e eu, andava pelas grandes ruas, belíssimas ruas da cidade ja suja pela falta de consciência das mesmas pessoas vazias.
Eu andava pela cidade invisível, visivel apenas a mim, pois precisava ir já não me sentia bem, ia embora não sei pra onde, olhava pra todos os lados, a procura de alguém e de algum lugar pra ir embora.
Andava pelas ruas cheias e barulhentas da cidade procurando um sol, e um canto manso com amor, um abraço, ou alguém mas, continuava invisível .
Vi pessoas lindas, vi sorrisos de lado, conversas, olhares, vi uma cidade triste mas ao mesmo tempo linda e ensolarada, e também com bastante sombra das arvores, vi muita gente, gente igual, vi gente diferente.
Mas chegou um hora que já não sabia porque olhava pros lados, não entendia porque eu estava indo embora, nem pra onde ia ... Eu não sabia, que eu não sabia aonde estava indo, achava que era mais umas das minhas aventuras sós, mais percebi que sempre procurava algo; mas o o que estava procurando?
Parei em um calçada larga, não era de praia já que minha cidade não estava a beira do mar, mas era como se fosse, porque era uma larga calçada de um parque lindo cheio de arvores, que feito o mar enchia a cidade de natureza e ao meu ver alegrias.
Na calçada havia uma poça de água que se acumulara devido a chuva de verão e agora eu me olhava, me deparava comigo mesma ...
bonita? estranha? feliz? triste?
Não sabia, não sabia de fato nem mesmo ao certo quem olhava, quem eu olhava... aquela hora olhando dentro do meu olho, consegui enxergar o que eu procurava, e o que faltava; um pouco mais de mim.
Com uma lembrete pessoal: Sobre sonhos e lentes !
Por: Gabriella Lemos
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