domingo, 30 de junho de 2013

naosentindo

cheguei neutra a sala, que duas vezes ia na semana pra falar sobre minhas loucuras, e banalidades.
Diferente de todas as vezes, estava eu calma, sem nada matutando na cabeça; Entrei de oi como de costume, olhei um pouco com o olhar de admiraçao que tenho muita, por aquela maravilhosa pessoa a qual escoli pra entrar na minha confusao junto comigo e me ajudar. Olhei e me sentei n poltrona como costume, começamos a conversar e veio aquela pergunta:
_ Como voce esta se sentindo? E voce?
_ Ah, eu ? Eu nao to sentindo nada, estou achando estranho nao sentir.
Nao sinto, acho que que estou um pouco asustada por nao sentir, nao to sentindo, nem tanta preocupaçao; simplismente nao sinto.
E ele me olhava com aquela cara, com quase um sorriso querendo sair, como quem sabe o que estaa acontecendo.
e eu pergunto:
_ o que voce acha?
_ eu acho de voce nao sentir? o homem respondeu
_ sim. respondi calma, e isso e raro.
_ quando existe um silencio interno de nossos sentimentos e que crescesmos e acho que voce esta crescendo. E tao bonito isso ! Quando voce passa dos pensamentos de mimimi e bla bla bla e passa a ter outra postura com a vida. 

Anestesiei... quase me seni feliz, aquilo explico tudo e minha nao preocupaçao ou agitaçao com as coisas.
Sim, acho que to mudando, alias crescendo !

Em um semana, calma e paralela

Manuela



Manuela era uma menina que gostava de animais e plantas. Seu animal preferido era o macaco e sua cor preferida, rosa.  Manu tinha dois amigos imaginários, mas amigos de verdade mesmo, não tinha muitos. Ela achava coisa de outro mundo ver cerâmica virando vaso ou ver uma máquina encantada que misturava cor e que existia só no parque de São Lourenço que ia com sua mãe. Ia pra escola e no seu cantinho distante e escondido brincava com as borboletas mágicas. Também gostava de se refugiar no topo de uma arvore, lá tinha certeza de que nada de errado poderia acontecer...
Manuela tinha um sonho que por vezes se repetia quando ela fechava os olhos. Sonhava que descia um escorregador e no encontro com o chão, não parava, e atravessava-o magicamente, uma sensação linda! Em seguida, ficava se olhando dormir e depois de horas resolvia voltar pro seu corpo. (Ela também sabia se teletransportar, mas isso é segredo). Ela ia em lugares estranhos e gostava de passar por esconderijos secretos, amava o pai que era o maior equilíbrio de sua vida, e sempre se sentia um estojo(eStojo mesmo)  quando brigava com sua mãe por estar enjoada.
Tinha fetiche por livros coloridos, e como no recreio Matilde e Yuri (seus amigos imaginários) eram ocupados, ela se enfiava na biblioteca, cheirando livros e brincando com as cores deles. Tinha dias que ela levava 10 livros coloridos em 3D pra casa, porque gostava de ficar vesga ate conseguir ver o que é que tinha no 3D deles.
Manu acreditava em fadas e em duendes, as fadas falavam com ela através das borboletas...
Tinha medo de ver seu pai rezando e odiava cantar "Mãezinha do céu" porque achava que cantando isso sua mamãe iria morrer, afinal  quem tá no céu já morreu, não é mesmo?
Toda vez que alguma coisa ruim estava pra acontecer, sentia arrepiar atrás das orelhas e dos braços. Ela fingia que estava com dor de cabeça pra ir pra sala da coordenadora tomar chá de capim cidreira, que até hoje cheira infância.
Achava que nunca ficaria maior que o sofá da sala, que de vez em vez era sua casa, quando ela resolvia fazê-lo de cabana.
Ela sempre desenhava no tempo livre que era quase todo tempo.
Manuela tinha uma cachorra que era mais que uma amiga.
Gostava de fazer sorvete com espuma e papel crepom, sempre fazia experimentos com lagartixas e amoeba, não gostava de brincar de casinha e nem de tomar banho. Odiava ser mulher. Queria ser homem pra brincar com os carrinhos de seu irmão... Adorava subir nas arvores do sitio, e desbravar a grande mata! Costumava enfiar as mãos no nariz das vacas vez em quando.
Era um criança quase normal...
Quando ficava triste em sua casa escalava a grade da piscina e ficava em cima do telhado. Só descia escada pelo corrimão.
A noite, tinha medo do seu abajur que parecia um bruxa. Também acreditava em Papai Noel.
Manuela morreu aos poucos ...
Aos nove anos, ela desistiu de todas essas coisas.
Hoje em dia tem um mulher que ainda tem muito de Manuela guardada em algum canto escondido do peito.

Espelhar

Andava pela rua, como quem não quer nada
viu um moça estranha,
olhou de novo
era seu reflexo
como pode não saber que você sou eu moça?
ate dizem por ai que você e bonita
mas eu nem sei quem e você quanto mais se você e bonita.


Ahdoisoleu

Meu corpo pede morte
Pede sorte
Pra tranbordar a taça 
mas ta bom a 
cela, vela, sina
de ser menina
E ficar quetinha
De ser princesa e ficar comportadinha
Mas de ser mulher e resolver os problemas sozinha 
To sozinha
amando a solitaria
eue de tao solidaria
sorri
de tao irônico, e quão
contraditório e ser eu.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

TPM

Sentido
De sentir
Um grito dentro da barriga
Uma lagrima bem no olho
Aperto no peito 
Vontade de rir
Pular, gritar, correr, chorar 
Ahh ahhh 
Ahhhhhhhhhhh 
Socorro
Socorro
Estou em crise...
Crise nao, 
Triste 
Triste nao,
Com raiva
Nao nao nao nao 
Que merda e essa ai com tres letras, e data pra começa e pra acaba que nao me deixa, nem me amar !


por que cargas d'água nasci mulher ?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

correu

Olhei corredor estava passando desprevenida por ali, olhei de novo. Era noite, e vou confessar que e luz que bate nas coisas me lembra momentos que já passei até o clima naquele dia ajudava, então ... 
Então nos vi sentados, no degrau; Olhei por um minuto e até me veio um sentimento ruim, de medo como se os guardinhas da escola fossem pegar a gente no escuro,como antes. Eu olhei de novo pro canto, e nos vi no bosque em meio as arvores e o frio do horario que esperávamos juntos pra ir em bora.
Essa hora me deu desespero, desespero do medo das lembranças que mais pareciam reais naquele minuto, não sei bem me pareceram horas olhando, mas acho que só foram segundos; Começei a correr, corri corri como quem foge, como corria dos monstros em meus sonhos infantis. Sim aquelas lembranças me perturbavam como eles e também parecia real tanto quanto eles eram naquela época.
E eu ?! Corri ainda mais delas, subi as escadas nos vi descendo, olhei as luzes daquele lugar de onde tivemos varias discussões mas nos vi beijando a primeira vez. 
Corri de novo de medo, me sentei do outro lado, onde não havia resquícios seus ...

Vomitando Sentido

Raiva fica no meio 
Junto com a tristeza que de costume ocupa o lugar do banho, ou do vomito.
Que na sai e vira frio com vento gelado, e trinca os músculos junto com o nervo e a raiva que de tristeza e mistura faz tremer, e como sair?! Congela! 

A necessidade de maquinas, e mascaras neste mundo de personagem e muitos desentendimentos, nenhuma compreensão, ou compaixão se faz desistir do coração mal das pessoas me faz desistir do mundo, desistir das pessoas e cada vez se ver mais engaiolada em torno e favor da própria proteção na terra, hoje ao invés de maquinas me uso de casca, de carcaça do que resta vivo aqui fora que serve pra vira mais um personagem num jogo de cinismo que sou apenas um peão, impotente e inútil! Inútil de utilidades inúteis, que todos têm e as utilidades úteis que deveriam ter como amor, paz compaixão, e muitos sorrisos distribuídos. Nanão o mundo e um pouco mais cruel e me guardo dentro de mim tentando ficar segura, que no momento e o único luar seguro, e útil. Então resolvi guardar toda loucura lúcida que existe e que de fato q a única coisa de vero verdadeira, me escondo em mim. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Escape

A flor brava olhava, a rosinha sorrindo e cantando á cravos toda serelepe.
Entao e flor disse: Queta essa piriquita, rosa ! 
A rosa respondeu: Ela ta assim porque ela ta queta ! 
Todas as flores se puseram a rir! 
A Rosinha constrangida falo: Ops escapou ! 

sábado, 1 de junho de 2013

Nome

Esse nome que me persegue
E segue 
Voltando e vindo
Na minha vida vaga
Mais cheia de lembranças  
E ai o nome vem de novo 
Da hora
Na hora certa, 
Do próximo erro
Erro?
Mais não e errado e beijo 
Beijo? 
Mais de novo  
Denovo não 
Esse nome 
nome
me persegue...
Segue