Manuela era
uma menina que gostava de animais e plantas. Seu animal preferido era o macaco
e sua cor preferida, rosa. Manu tinha
dois amigos imaginários, mas amigos de verdade mesmo, não tinha
muitos. Ela achava coisa de outro mundo ver cerâmica virando vaso ou ver
uma máquina encantada que misturava cor e que existia só no parque de São
Lourenço que ia com sua mãe. Ia pra escola e no seu cantinho distante e
escondido brincava com as borboletas mágicas. Também gostava de se refugiar
no topo de uma arvore, lá tinha certeza de que nada de errado poderia
acontecer...
Manuela tinha um sonho que por vezes se repetia quando ela fechava os olhos. Sonhava que descia um escorregador e no encontro com o chão, não parava, e atravessava-o magicamente, uma sensação linda! Em seguida, ficava se olhando dormir e depois de horas resolvia voltar pro seu corpo. (Ela também sabia se teletransportar, mas isso é segredo). Ela ia em lugares estranhos e gostava de passar por esconderijos secretos, amava o pai que era o maior equilíbrio de sua vida, e sempre se sentia um estojo(eStojo mesmo) quando brigava com sua mãe por estar enjoada.
Tinha fetiche por livros coloridos, e como no recreio Matilde e Yuri (seus amigos imaginários) eram ocupados, ela se enfiava na biblioteca, cheirando livros e brincando com as cores deles. Tinha dias que ela levava 10 livros coloridos em 3D pra casa, porque gostava de ficar vesga ate conseguir ver o que é que tinha no 3D deles.
Manu acreditava em fadas e em duendes, as fadas falavam com ela através das borboletas...
Tinha medo de ver seu pai rezando e odiava cantar "Mãezinha do céu" porque achava que cantando isso sua mamãe iria morrer, afinal quem tá no céu já morreu, não é mesmo?
Toda vez que alguma coisa ruim estava pra acontecer, sentia arrepiar atrás das orelhas e dos braços. Ela fingia que estava com dor de cabeça pra ir pra sala da coordenadora tomar chá de capim cidreira, que até hoje cheira infância.
Achava que nunca ficaria maior que o sofá da sala, que de vez em vez era sua casa, quando ela resolvia fazê-lo de cabana.
Ela sempre desenhava no tempo livre que era quase todo tempo.
Manuela tinha uma cachorra que era mais que uma amiga.
Gostava de fazer sorvete com espuma e papel crepom, sempre fazia experimentos com lagartixas e amoeba, não gostava de brincar de casinha e nem de tomar banho. Odiava ser mulher. Queria ser homem pra brincar com os carrinhos de seu irmão... Adorava subir nas arvores do sitio, e desbravar a grande mata! Costumava enfiar as mãos no nariz das vacas vez em quando.
Era um criança quase normal...
Quando ficava triste em sua casa escalava a grade da piscina e ficava em cima do telhado. Só descia escada pelo corrimão.
A noite, tinha medo do seu abajur que parecia um bruxa. Também acreditava em Papai Noel.
Manuela morreu aos poucos ...
Aos nove anos, ela desistiu de todas essas coisas.
Manuela tinha um sonho que por vezes se repetia quando ela fechava os olhos. Sonhava que descia um escorregador e no encontro com o chão, não parava, e atravessava-o magicamente, uma sensação linda! Em seguida, ficava se olhando dormir e depois de horas resolvia voltar pro seu corpo. (Ela também sabia se teletransportar, mas isso é segredo). Ela ia em lugares estranhos e gostava de passar por esconderijos secretos, amava o pai que era o maior equilíbrio de sua vida, e sempre se sentia um estojo(eStojo mesmo) quando brigava com sua mãe por estar enjoada.
Tinha fetiche por livros coloridos, e como no recreio Matilde e Yuri (seus amigos imaginários) eram ocupados, ela se enfiava na biblioteca, cheirando livros e brincando com as cores deles. Tinha dias que ela levava 10 livros coloridos em 3D pra casa, porque gostava de ficar vesga ate conseguir ver o que é que tinha no 3D deles.
Manu acreditava em fadas e em duendes, as fadas falavam com ela através das borboletas...
Tinha medo de ver seu pai rezando e odiava cantar "Mãezinha do céu" porque achava que cantando isso sua mamãe iria morrer, afinal quem tá no céu já morreu, não é mesmo?
Toda vez que alguma coisa ruim estava pra acontecer, sentia arrepiar atrás das orelhas e dos braços. Ela fingia que estava com dor de cabeça pra ir pra sala da coordenadora tomar chá de capim cidreira, que até hoje cheira infância.
Achava que nunca ficaria maior que o sofá da sala, que de vez em vez era sua casa, quando ela resolvia fazê-lo de cabana.
Ela sempre desenhava no tempo livre que era quase todo tempo.
Manuela tinha uma cachorra que era mais que uma amiga.
Gostava de fazer sorvete com espuma e papel crepom, sempre fazia experimentos com lagartixas e amoeba, não gostava de brincar de casinha e nem de tomar banho. Odiava ser mulher. Queria ser homem pra brincar com os carrinhos de seu irmão... Adorava subir nas arvores do sitio, e desbravar a grande mata! Costumava enfiar as mãos no nariz das vacas vez em quando.
Era um criança quase normal...
Quando ficava triste em sua casa escalava a grade da piscina e ficava em cima do telhado. Só descia escada pelo corrimão.
A noite, tinha medo do seu abajur que parecia um bruxa. Também acreditava em Papai Noel.
Manuela morreu aos poucos ...
Aos nove anos, ela desistiu de todas essas coisas.
Hoje em dia
tem um mulher que ainda tem muito de Manuela guardada em algum canto escondido
do peito.
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