segunda-feira, 21 de julho de 2014

e agora?


quando eu era criança eu tinha medo,
medo de correr de ralar o joelho,
medo de subir nas arvores e cair muito feio,
tinha medo, mas mesmo assim eu continuava
continuava porque eu sabia que se eu caisse a mamae cuidava
e no fim, tudo melhorava e minha vida continuava igual
agora eu cresci e os medos continuam
agora eu tenho que decidir o caminho,
fazer meu caminho,
e eu tenho medo, medo das pedras
medo medo de dar errado e nao chegar em nenuhm lugar
medo de nao saber decifrar os arranhados das arvores na estrada
e nao encontras as pessoas certas
medo de me perder no caminho,
se eu me perder nao vai ter ninguem pra me ajudar a achar de novo
medo de decepcionar quem espera demais de mim
medo de me decepcionar
tenho medo, e agora?
e agora eu sei que só eu posso solucionar os meus medos.
mais isso eu sei, nao é o que eu sinto
tenho medo de ficar sozinha
eu tenho medo
muito medo de ser sozinha
se ser só
tenho medo
eu tenho medo
oi?
tem alguem ai ?
alguem me ouve?
alguem???
por favor?
alguem ?
socorro

(lagrimas)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sem medo e sem culpa

"Sem medo e sem culpa,
esperança ou desculpa; eu vou
Abrindo caminho com peito
carinho, do jeito que eu sou

Se algo se impor na minha frente ,
eu mostro os dente
me faça o favor,
de deixar que se imponha,
que eu não tenho vergonha
de dizer pra onde vou.

de ser quem eu sou. "

Quando voce canta mentalmente, a musica e poesia de um poeta amigo Joao Vitor

domingo, 13 de julho de 2014

Lugar, em outro pais


Bom tem 30 dias que estou aqui,
As cores não sao as mesmas, mudam a toda hora.
E sabe, o gosto da saudade tem quase o mesmo cheiro das flores; que por aqui tem formas diferentes.
Como se nao bastasse a saudade, as musicas me trazem lembranças de longe.
Mas logo algum prédio ou janela com um vaso de flores me toma a atenção de novo e me esqueço.
E como se nao fosse novo, passo a me encontrar, me encontrar sozinha de longe; e inteira de perto, inteira de mim. Me encontrar no barulho da cidade mais movimentada do mundo e no silencio completo do meu respirar e existir.
Me encontro toda hora, comigo.
Os olhos vêm coisas novas, pra se imaginar coisas velhas com novos saberes e entao coisas velhas se tornarem diferentes e muderem de cor
Por muitas vezes eu me pego em um estado de comtemplaçao da cidade, das cores, das trepadeiras entrando nas janelas, e dos vasos de flores vermelhas nas janelas, de contentamento comigo, e gratidao pela vida.
A cor do dia aqui muda de multicor pra cinza mais rapido, ou talvez meus pensamentos oscilando na intensidade e imensidão das ruas daqui.
As coisas talvez sejam mais belas aos meus olhos ( imagino que seja a poesia deles )
Elas sao sempre novas e sinto que estou no lugar certo, é estranho falar isso mais parece que ja me esqueci de como sao as ruas dai, mas digo que com a mesma certeza que sinto como se essas ruas daqui fossem as  minhas e talvez, sinto que estou no meu lugar.
Ou simplesmente o meu lugar exista, quando eu faço silencio pra ele existir, e entendo o externo de outros e a luz do silencio que é meu e que eu habito.