domingo, 13 de julho de 2014
Lugar, em outro pais
Bom tem 30 dias que estou aqui,
As cores não sao as mesmas, mudam a toda hora.
E sabe, o gosto da saudade tem quase o mesmo cheiro das flores; que por aqui tem formas diferentes.
Como se nao bastasse a saudade, as musicas me trazem lembranças de longe.
Mas logo algum prédio ou janela com um vaso de flores me toma a atenção de novo e me esqueço.
E como se nao fosse novo, passo a me encontrar, me encontrar sozinha de longe; e inteira de perto, inteira de mim. Me encontrar no barulho da cidade mais movimentada do mundo e no silencio completo do meu respirar e existir.
Me encontro toda hora, comigo.
Os olhos vêm coisas novas, pra se imaginar coisas velhas com novos saberes e entao coisas velhas se tornarem diferentes e muderem de cor
Por muitas vezes eu me pego em um estado de comtemplaçao da cidade, das cores, das trepadeiras entrando nas janelas, e dos vasos de flores vermelhas nas janelas, de contentamento comigo, e gratidao pela vida.
A cor do dia aqui muda de multicor pra cinza mais rapido, ou talvez meus pensamentos oscilando na intensidade e imensidão das ruas daqui.
As coisas talvez sejam mais belas aos meus olhos ( imagino que seja a poesia deles )
Elas sao sempre novas e sinto que estou no lugar certo, é estranho falar isso mais parece que ja me esqueci de como sao as ruas dai, mas digo que com a mesma certeza que sinto como se essas ruas daqui fossem as minhas e talvez, sinto que estou no meu lugar.
Ou simplesmente o meu lugar exista, quando eu faço silencio pra ele existir, e entendo o externo de outros e a luz do silencio que é meu e que eu habito.
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