Um tempo antigo, mais uma coisa bonita sobre arvores !
Escrevo com lagrimais a dor
Grito com silencio a alma
Que a aquarela só colore por dentro
Verso com o vento
E o escuro é luz suficiente pra me ver
Nas arvores, que de tanto se deixar mover pelo vento cansaram-se e gritam em silencio na ponta de suas folhas em um pedido de socorro
Que nunca chegou pois ninguem entenderia as arvores
Já que elas queriam o vento.
Eram tantos ventos, quentes, frios, apaixonados, sabios, rapidos e longos.
Mas como ninguem ouviu ou viu o pedido de socorro das arvores, entao só restava as folhas se atirarem no chao de outono.
Nao fazia sentido ficarem ali com o vento e eu sentia, sentada em uma das arvores a dor que elas conpartilhavam. Observei cada folha se atirar no chao.
Pois o vento ja nao era o suficiente
E eu me joguei no escuro pois a luz nao me fazia sentir ...
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